sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sem rumo, sem prumo, sem nada.

Viver, ah! Como a vida é dura e cheia de percalços, quando somos crianças temos preocupações, medos, conflitos, desafios... Sempre sonhamos em chegar à vida adulta na expectativa de que essas coisas que tanto nos afligem acabem... E acabam, porém vão surgindo outras, e mais outras, e outras mais, e parece que nunca mais terão fim. Com o passar dos anos quanto mais nossa mente amadurece, parece que os neurônios se endurecem e fica difícil aceitar o que muitas vezes é o mais simples, somos corroídos dia-a-dia por um mundo de informações, desejos e frustrações, que ajudam-nos a amadurecer cada vez mais.

Mas porque amadurecer se o mesmo tempo que nos levou a isso também castiga? As mudanças que ocorrem a cada dia neste mundo nos deixam obsoletos e pouco a pouco o amadurecimento não serve de praticamente nada a não ser para, ser um, se tiver sorte: “velho cheio de manias”.

Penso, penso e penso, mas não acho uma saída. Acordo para trabalhar, para ganhar dinheiro, para poder gastar o dinheiro e sobreviver, e sempre queremos mais, como pode, será que isso é próprio de nossa espécie ou será que somos preparados para ser peças de um grande quebra-cabeça, onde não consigo vislumbrar quem está montando o quebra-cabeça. Nos preparamos a vida toda, para ir sendo descartado e juntado novamente, é como se o quebra-cabeça fosse embaralhado e montando o tempo todo em nossas vidas, é mais ou menos o que chamamos de altos e baixos da vida, em um momento somos suficientemente bons, insubstituíveis, mas no momento seguinte podemos não ser tão bons quanto parecia ser, digo isso em qualquer meio que circulamos: trabalho, família, relações pessoais, etc.

Somos dotados de tamanha inteligência mas não somos capazes de compreender o lado do nosso próximo, a mais de dois mil anos um homem veio a terra é ensinou a todos essa lição, mas nossa espécie não conseguiu “captar” a mensagem, mesmo com tanta tecnologia e conhecimento, parece que algo se quebrou em algum momento, e não somos capazes de lidar com situações simples do cotidiano, como cuidar de nossos filhos, manter nossas amizades, cuidar e compreender noss@s companheir@s, enfim, tantas outras coisas que lhe vier a mente.

Dia após dia, em nosso cotidiano, nos deparamos praticamente com as mesmas situações, ficamos indignados, revoltados, porém passivos ao que se passa.

Vejo discussões políticas, onde os que discutem estão em busca de seus interesses, vejo corrupção e somos inertes a isso e quando fazemos parte da base que se beneficia da corrupção, além de inertes, funcionais. “Se esta bom para mim tá tranqüilo.”

Fico indignado, converso com um e outro e só consigo ver a podridão que nossa espécie se tornou, cada qual em busca de sua fatia no bolo, mas esquecemos que este bolo será comido e depois defecado, que novamente irá virar um bolo, após um longo processo, ou seja, tudo em nossa vida é cíclico, é temporário, e não estamos conseguindo aproveitar porque nem sabemos como aproveitar.

Hipocrisia... significa mentira, Impostura, fingimento. É isso que muitos de nossa espécie se tornaram, alguns falam que fumar destrói a saúde, e fumam escondido, alguns se dizem educadores de jovens, e se drogam escondidos, e ainda criticam a segurança pública, “nossa como a cidade esta violenta”, outras criticam a corrupção, mas apóiam e defendem os corruptos, outros falam em defesa do meio ambiente, mas poluem, outros criticam o sistema de ensino e da saúde, mas roubam a verba para estes locais, e por ai vai... todo dia a mesma coisa, e nada muda...

As vezes nossa cabeça está um turbilhão de emoções, idéias e vontade de fazer algo para mudar, precisamos extravasar, talvez não faça sentido para alguns esse monte de palavras escritas acima, mas podem servir para alguém. Pensei em escrever e postar no facebook, mas achei melhor não, alguns de meus contatos iriam “curtir” e/ou “comentar”, e logo em seguida ficaria esquecido no arquivo morto da internet, pensei em postar no Orkut, mas lembrei que no Orkut ninguém poderia curtir o texto, além de já estar obsoleto, pensei Twitter, blog, lista de e-mails, etc. Mas ai pensei que poderia virar uma corrente, e eu odeio correntes, para mim é apenas uma forma de desencargo de consciência, “vou encaminhar essa corrente para meu desejo se realizar,” poxa vida, quanta futilidade circula por ai...

Quer saber queria mesmo é voltar a ser criança.

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