Que ridícula essa matéria, coisa de amador. Mas como esperar algo melhor no jornalismo de Rondônia? Acho que se não sabe sobre p tema o melhor é ficar calado. Onde já se viu duas caminhonetes por uma fortuna que valem os créditos de carbono, jornalista ingênuo, ridículo, mentiroso e sem ética alguma, deve estar ganhando de alguém, como costumeiro neste estado, o pior que muitos outros vão no embalo.
Segue abaixo algumas mentiras da matéria:
1) Parágrafo 1 - O cacique esta recebendo as chaves de um projeto de apoio para realizar a consulta prévia a comunidade com apoio financeiro da Viridor, NÃO é O projeto de desmatamento evitado (carbono);
2) Parágrafo 2 - "Espécie de "adiantamento" pelo negócio", nada a ver, os veículos fazem parte de um projeto da associação indígena apoiado pela Viridor, é como se o governo do estado tivesse doado veículos para uma associação rural levar leite de seus produtores para um laticínio, ou cedido veiculo a uma associação beneficente;
3) Parágrafo 3 - Quem foi que disse a mina de diamantes está dentro da reserva Roosevelt? E onde é que está o estudo que afirme que é uma das maiores minas de diamantes do mundo, no local nunca houve sondagens geológicas? Isso é balela inventada por quem não sabe, acredita quem é trouxa; Para saber o tamanho da mina são necessários cerca de dois anos de sondagens e sobrevôos com equipamentos especiais que nem existem no Brasil, este estudo custaria cerca de 20 milhões, quem quer investir essa grana para extrair Diamantes de um local proibido.
4) Parágrafo 4 - Quem é a Viridor para falar que este é um dos maiores projetos de Reed do Mundo, pode ser o apoiado por eles, mas o maior do mundo claro que não, porém a propagando é a alma do negócio, a Coca-Cola fala que sua bebida é saudável, bebe quem quer.
5) Parágrafo 5 – Remuneração? Parece que estão falando de salário, é um investimento de risco, sem regulamentação legal do governo brasileiro assina quem quer, o próprio governo capta recurso internacional para investir em seu território.
6) Parágrafo 6 – O Projeto do Cinta Larga é muito diferente do contrato assinado pelos Mundurukus. Essa história de que impede o desenvolvimento das atividades tradicionais, é ridícula, este tipo de projeto é conhecido como REED+, este + é justamente por preservar a cultura e costumes das populações tradicionais, aliado ao desmatamento evitado.
7) Parágrafo 7 - A Funai só resiste em endossar qualquer projeto deste tipo porque não existe uma legislação sobre o tema, a partir do momento que o governo tiver uma lei específica e cobrar seus devidos impostos sobre as negociações irão achar ótimo os projetos de REED, pois estará recebendo e ao mesmo tempo preservando as florestas (o que ajuda a manter seus acordos internacionais), certamente o cidadão que agora critica estas iniciativas também irão se beneficiar, ou alguém acha que quando compra um móvel novo, não ajuda o crime organizado que atua na devastação das florestas?
8) Parágrafo 8 - É lógico que a Funai tem que notificar, é o papel dela, é como o comerciante que abriu um comércio sem alvará, a prefeitura primeiro notifica para o cara se adequar;
9) Parágrafo 9 - O cacique afirma que assinou apenas o contrato de apoio ao diagnóstico, o que tem de errado nisso? Alguma mentira? E dentre as questões burocráticas está o Aval da Funai no processo, algo de errado nisso?
10) Parágrafo 14 - Qualquer diagnóstico ambiental sério vai fazer levantamento de uma AMOSTRA (sabe o que é isso jornalista), e dentre alguns dos estudos estão Mastofauna (Mamíferos), Ictiofauna (Peixinhos), Ornitofauna (Passarinho), Flora (Plantinhas - inclusive as espécies madeireiras), plantas medicinais, história, levantamento socioeconômico, potencial turístico e outros; ou seja, o estudo não visa o Manejo Florestal, Terras Indígenas são consideradas Áreas de Preservação Permanente – o que proíbe Planos de Manejo Florestal Madeireiro. Dizia o pensador, nunca fale aquilo que não sabe!
11) Parágrafo 15 - REED = Redução Emissão Evitado Desmatamento, nunca vi ninguém desmatar diamante, o problema da mineração ilegal na reserva deve ser resolvida pelo Governo Brasileiro, e por políticos corruptos que fomentam e se beneficiam da atividade na região, ninguém precisa se esquivar para falar de uma coisa que existe a 12 anos, o garimpo, é um fato, porque o nobre jornalista não entra lá e veja com seus próprios olhos, ou melhor, pergunte ao Governo porque não resolve? Seria ótimo.
12) Parágrafo 16 - A Funai só CHANCELA, por hora, o projeto dos Suruís, justamente porque eles já cumpriram todas as etapas que os Cinta Larga estão apenas iniciando, ou seja, A) Consulta prévia a comunidade; B) Diagnóstico Etnoambiental da área; C)Validação do diagnóstico com a comunidade; D) Análise Jurídica; e outras condições. No caso dos Cinta Larga e das outras 30 etnias, eles estão recebendo apoio estrangeiro porque o governo do Brasil não investe na iniciativa, é melhor investir no desmatamento da Amazônia para exportar soja, carne e energia, do que evitar o desmatamento, manter as populações em suas localidades, gerar renda para o povo e ainda lucrar com isso no mercado internacional.
13) Parágrafo 17 – Meio certo em uma, muito bem. Os índios não são donos das terras (correto), mas detêm o usufruto exclusivo das TERRAS e não RIQUEZAS, (lembrando que o subsolo pertence a União - a informação deve ser completa). Se eles não são donos das terras e o subsolo é regulado pela União, porque tanto alvoroço? Eles estão apenas buscando um meio de aliar a preservação de suas terras, ao novo modo de vida que nós mesmos impomos a eles.
Seria cômico se não fosse trágico, ninguém perguntou aos índios quais as condições subumanas em que vivem, uma imensidão de floresta que são impedidos de todas as formas de usas, extração de madeira (Não pode), extração Mineral (Não pode); coleta e extrativismo (Não tem apoio); roças (Não pode queimar e derrubar), então que tal o REED (há também não pode). Santa ignorância, faz tempo que o Brasil deixou de ser colônia, mas para nós os índios ainda são menosprezados.
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